Eu me vejo, tu me vê…

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Eu me vejo, tu me vê…

Tina: A “cadeiraerrante” por Leandro Bertoldo

Hoje quero compartilhar com vocês essa maravilhosa crônica que ganhei de uma pessoa muito sensível, o Leandro Bertoldo da Silva, membro correspondente da Academia de letras de Teófilo Otoni e autor do blog – http://www.pontodeletra.blogspot.com

Na coluna ENTRELINHAS onde propõe “Escrever nos espaços onde as palavras já não são necessárias… ele diz:

“Este ENTRELINHAS é para uma “pessoa” linda que conheci: Tina Descolada. E também Marta Alencar, que me deu a alegria dessa descoberta e encontro

“Tina: A “cadeiraerrante”
“Sou eu. Sou eu que ponho perfume nas flores, sou eu que alimento o sopro dos ventos, que tinjo de luz o negrume da noite a sustentar-me em asas descoladas”.
Valentina acordou com estas palavras a fazerem versos em sua mente. Estranhou o fato de não ser alguém a lhe dizer isso em sonho que já não lembrava, mas de ser o próprio sonho que a despertava. Aquele não seria mais um dia comum… No vazio de sua existência, onde insistiam em mantê-la em uma viagem permanente que a distanciava cada vez mais de onde queria estar, perfilava a fronteira entre a sombra e o esplendor do sol que a separava da imobilidade.

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Valentina, valente, tinha no nome a fonte: a coragem e a força de emplumar-se, como aves, a liberdade de sua alma. E daí que vivia em uma cadeira de rodas? Acaso não existia? Não havia lugar aonde não pudesse ir nem havia nada que não pudesse fazer. Levantou-se, se preparou num esmero de namorada e linda, como nunca havia deixado de ser, mirou-se no espelho para, antes de chamar a todos e anunciar sua nova presença, chamar a si mesma. Horas achadas ficou remirando seu rosto e seu corpo enxergando além deles. Descobria-se… Valentina virou Tina, descolada do que lhe prendia.

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Surgia ali Tina Descolada, e agora com uma razão de vida: ser uma “cadeiraerrante” sem limites a viajar

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pelo mundo dos sonhos e das possibilidades, descolando outras Tinas para a liberdade e construir rampas de acesso ao coração das pessoas no lugar onde antes existiam escadas. Agora sim, podia chamar os outros. Estava na hora de voar… ”

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– Gratidão Leandro, por iluminar, colorir com mais poesia à minha existência e por trazer nas suas palavras o meu perfume…

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