Bate papo com Scott Rains.

O Dr. Scott Rains, norte americano, é um dos principais consultores mundiais em turismo acessível.

Em nosso encontro no Rio de Janeiro batemos um papo sobre turismo e acessibilidade.

–  Scott, eu gosto muito de viajar e sei que nos pontos turísticos ainda é precária a acessiblidade.
O que nós, pessoas com deficiência devemos fazer para que tenhamos condições dignas de viajar e desfrutar das belezas do nosso pais?

– Boa pergunta Tina. É o que tenho estudado há 10anos.

O primeiro passo é se conhecer. Identificar seus limites de capacidade e conforto. Pesquise sobre o destino e faça preparativos necessários – mas ajuste a sua atitude para aceitar as surpresas e dificuldades que inevitavelmente virão.

Viajamos porque queremos um novo desafio e lugar diferente. Podemos viajar com dignidade quando equilibramos com graça entre a situação atual e nossos limites físicos, sensoriais e intelectuais.

É nisso o segredo: uma deficiência não é simplesmente uma falta em nós. Deficiente é a intervenção que os seres humanos tem feito para modificar o ambiente com o fim de incluir ou excluir pessoas com diferenças.


Então, assim como é preciso ter atitude, digamos “elástica” na hora da viagem, e preciso nunca desistir de lutar para que nosso direito de ser plenamente incluído na vida cultural, de lazer, esporte e turismo seja garantido. ( É direito protegido no 3o Artigo do Convênio Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU)

Somos consumidores e viajantes como qualquer outra pessoa, pois a qualquer momento pode ser necessário educar ou advogar.

– O que devemos fazer para que tenhamos condições dignas aos olhos da humanidade assim como qualquer ser humano?

– Conhecer e fazer valer nossos direitos e as fortíssimas proteções existentes dentro das leis Brasileiras. Nunca desistir de exigi-los, seja nos meios de transporte, hospedagem, lazer, marketing dos destinos e até nas atitudes de atendimento digno em todo e qualquer lugar.


– Obrigada pelas dicas querido Scott.
Então posso concluir que não devemos ficar olhando o mundo pela janela.


Apesar das dificuldades encontradas devemos ser valentes e enfrenta-las, mostrar que existimos e temos interesses como qualquer pessoa, quem sabe assim mudamos essa realidade.

Anúncios